segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Capítulo XIII - Sobre as cinco ouras cerimônias falsamente chamadas Sacramentos - Institutas (E) Vol 4, pg 51,52

Capítulo XIII - Vol 4, pg 51,52

Sobre as cinco ouras cerimônias falsamente chamadas Sacramentos, Quais sejam: A Confirmação, A Penitência, A Extrema-unção, As ordens Eclesiásticas e o Casamento.

1. Introdução

A discussão que se fez no capítulo anterior sobre os sacramentos pode satisfazer a todas as pessoas sóbrias e dóceis, não dispostas a ir adiante em sua curiosidade nem a acatar, se base na Palavra de Deus, outros sacramentos além dos que foram instituídos pelo Senhor. Mas, como foi introduzida a opinião favorável a sete sacramentos, opinião muito como entre os homens e tão divulgada nas escolas, nos debates, nos sermões que lançou antigas e profundas raízes no coração de todos em geral, e ali continua fixa e arraigada, pareceu-me proveitoso considerar separadamente e mais de perto as outras cincos cerimônias que comumente são incluídas entre os sacramentos do Senhor. Pretendo, depois de pôr a descoberto toda a sua falsidade, dar a conhecer aos simples o que realmente elas são, e por que, sem nenhuma razão, são recebidas com se fossem sacramentos. Vejamos:

2. Só Deus pode instituir sacramentos

Desde logo devemos reter e manter o que já comprovamos com argumentação irrefutável; que poder de instituir sacramentos só pertence ao Deus único. Pois, graças à promessa firme e segura de Deus, o sacramento deve dar segurança e consolo à consciência dos crentes, segurança que eles nunca poderiam obter dos homens. O sacramento deve ser para nós um testemunho da boa vontade de Deus para conosco. Ora, nenhum dos homens nem dos anjos jamais poderia dar tal testemunho, visto que nenhum deles foi conselheiro de Deus (Rm11.34). É somente Deus que de si mesmo nos dá testemunho por sua Palavra. O sacramento é um selo que se imprime no Testamento e n promessa de Deus. Ora, coisas corporais e elementos deste mundo não poderiam servir-lhes de selo, se para isso não fossem competentemente assinalados e destinados. Portanto, o homem não pode instituir sacramento, pois não cabe ao poder humano fazer que tão grandes ministérios de Deus se ocultem sob coisas tão vis. É necessária a precedência da Palavra de Deus para fazer com que o sacramento seja de fato sacramento.

Aqui são apenas as duas primeiras páginas do capítulo XIII da Institutas – Edição especial. Calvino continua a desenvolver este assunto nas páginas seguintes. Compre este maravilhoso livro em http://www.cep.org.br de seqüência a leitura.

Autor: João Calvino
Fonte: As Institutas da Religião Cristã, edição especial, ed. Cultura Cristã, Vol 4, pg 51,52.

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